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Saúde da mulher no meio corporativo: também estamos aqui!

Por Yasmin S. de Lima



Que estamos inseridos em uma sociedade repleta de desigualdades todos já sabemos. E por mais que muitas conquistas já tenham sido alcançadas, ainda temos muito caminho para percorrer.



A desigualdade de gênero afeta a sociedade nos mais diversos setores e o universo do trabalho é um deles. Esse meio, que sempre foi direcionado para homens em sua maioria, está enfrentando um novo desafio: saúde da mulher dentro das empresas.


A cada década é possível observar as mudanças no mercado de trabalho com relação a presença das mulheres ocupando os mais diversos níveis de cargos dentro das empresas. É claro que ainda somos um número pequeno nesses ambientes se levarmos em consideração que o número de mulheres é maior do que o de homens no Brasil, mas esse número já é significante para que se pense no bem estar das mulheres dentro das empresas.


E por que é importante pensar na saúde da mulher de forma mais específica?

As mulheres são afetas pelas doenças de forma diferente da dos homens. Um exemplo disso são doenças crônicas, como diabetes, que tem mais incidência em mulheres. Sem contar medicamentos como anticoncepcionais que aumentam as chances de desenvolvimento de complicações vasculares. As mulheres também, por conta da menopausa, estão mais suscetíveis a osteoporose. E por conta da jornada dupla, e até tripla, que muitas mulheres tem, o estresse e ansiedade também são recorrentes.


Qual é o papel da empresa?

As políticas de cuidado com a saúde da mulher são recentes e tem o seu maior foco em questões sobre a reprodução, mas a saúde da mulher tem diversos outros aspectos, como citamos antes.


As empresas tem como responsabilidade prezar pelo bem estar dos seus colaboradores. E entendendo que sua equipe também é composta por mulheres, é necessário pensar em políticas e programas que atendam a essas demandas.


Exemplos práticos que podem ser aplicados é pensar em abordar sobre a conscientização para a prevenção de doenças físicas e mentais, apoio médico especializado, campanhas de atividades em grupo como yoga ou rodas de conversa.


Outro ponto importante é entender que as mulheres experimentam o ambiente de trabalho de forma diferente da dos homens. Isso por conta do machismo e sexismo que muitas vezes está em predominância nesses espaços. É necessário criar um ambiente seguro e repreender qualquer tipo de atitude que possa trazer constrangimento ou configurar algum tipo de assédio.


Abrir espaço para conversas com todos os colaboradores a respeito da desigualdade de gênero é um caminho interessante e importante para construir um ambiente de igualdade, saúde e segurança para todos!



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