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Lições da pandemia na mobilização de recursos

Atualizado: Ago 6

por Cinthia Ramires




Mais de 6 bilhões de reais doados por quase 470 mil doadores*, entre empresas e pessoas físicas, para ações de combate ao novo coronavírus e mitigação dos efeitos da pandemia no Brasil. Esses números representam um recorde no volume de doações, superando o valor total destinado a organizações e projetos sociais nos anos anteriores, e são reflexo do comportamento do brasileiro em relação à filantropia.


Pesquisas sobre o perfil do doador no Brasil demonstram um caráter solidário, no entanto suas decisões são tomadas com base na emoção causada por uma situação momentânea, como tragédias e desastres naturais, levando-o a doar muito mais de forma pontual do que recorrente. As pessoas se sentem bem e mais confiantes em doar para ações de impacto visível e imediato.


A pandemia de covid-19 gerou comoção e a onda de solidariedade que se formou norteou as ações de captação de recursos das organizações da sociedade civil, que conseguiram mostrar seu papel relevante e de destaque numa situação de emergência. Mas, infelizmente, os recursos captados não serão suficientes para garantir sua sustentabilidade a longo prazo.




Se a pandemia escancarou muitas fragilidades e desigualdades sociais que já existiam no Brasil antes, mas que eram “invisíveis” para muitos, esse é o momento da filantropia estratégica, do investimento em ações cujo impacto não é imediato, mas apresentam resultados transformadores e duradouros e contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país.


Esse é o grande desafio da captação de recursos: como manter o fôlego das doações que foram realizadas pela mobilização gerada por uma situação de emergência? Como abordar os potenciais doadores? Qual estratégia de comunicação adotar?

Algumas ações que podem ajudar:

  1. Demonstre que sua organização/projeto tem um propósito claro, transparência nas informações e na prestação de contas e consegue comprovar impacto positivo para além das situações emergenciais.

  2. Até a percepção do que é uma emergência real muda o comportamento de pessoas e empresas em relação às ações e campanhas de arrecadação de recursos. Ofereça aos apoiadores, como retorno do investimento, o protagonismo no impacto gerado pelos seus projetos.

  3. É fundamental continuar sensibilizando as pessoas, gerando empatia, comoção e sentimento de cidadania, comunicando que investir em projetos sociais e ambientais de transformação estrutural também é urgente.



*Fonte: https://www.monitordasdoacoes.org.br/

Imagens: Freepik


Sobre a autora:

Cinthia Ramires é graduada em Relações Públicas, com especialização em Gestão Comercial e fez parte da turma 3 da FIS Gera Social. Tem 6 anos de experiência no terceiro setor na área de comunicação estratégica e captação de recursos, tendo atuado por 4 anos como Coordenadora de Relacionamento com doadores corporativos na organização humanitária Médicos Sem Fronteiras e atualmente como Gestora da Alumni IME (Instituto Militar de Engenharia). Possui também 17 anos de experiência gerencial na área comercial, marketing e planejamento estratégico.


Cinthia Ramires é uma das facilitadoras do nosso curso Mobilização de Redes e Captação de Recursos.

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