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Foco na desigualdade

Por Marlene Oliveira


Imagem de 晨 朱 por Pixabay

Uma eternidade parece nos separar de janeiro de 2020. Foi quando ocorreu o último Fórum Econômico Mundial, mais conhecido como Fórum de Davos – nome da cidade suíça onde a reunião é realizada, anualmente, desde 1971.


Reunindo os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas selecionados para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente - incluindo saúde e meio-ambiente, a reunião de 2020 foi considerada um marco e abordou como tema central o “Capitalismo das Partes Interessadas”, ou “Capitalismo Consciente”.


O manifesto de Davos 2020 estabeleceu premissas para este novo sistema capitalista, entre eles: pagamento justo de impostos, tolerância zero com a corrupção, proteção do meio ambiente, estímulo à qualificação dos empregados, uso ético das informações privadas na era digital, vigilância dos direitos humanos em toda a cadeia de fornecedores e remuneração responsável dos executivos.


Temas que continuam na lista de assuntos urgentes para a sociedade, ainda mais depois que os efeitos provocados pela pandemia da Covid-19 escancararam ainda mais as desigualdades que afligem a sociedade – umas mais que outras, é verdade.


Este ano, que por várias razões não vai ser igual àquele que passou, o fórum de Davos foi transferido para maio de 2021 e deve ocorrer em Cingapura, o quarto país (cidade-estado), mais rico do mundo e considerado mais protegido dos efeitos sanitários da Covid-19, em comparação com a Suíça. No entanto, uma versão online, chamada de “Davos Agenda” começou na segunda-feira, 25 de janeiro.


Na agenda, o foco é o combate à desigualdade e a responsabilidade das empresas e seus executivos. Outro ponto em debate é como erradicar o racismo em ambientes corporativos, definido novos padrões globais para a igualdade racial nos negócios.


Alguns bons sinais já aparecem: ontem foi lançada uma coalisão de 48 empresas globais, “Parceria para Justiça Social nos Negócios”, que se compromete a melhorar a justiça racial e ética no ambiente de trabalho.


As empresas que fazem parte da coalisão:

  1. A.P. Møller-Maersk

  2. AlixPartners

  3. AstraZeneca

  4. Bank of America

  5. BlackRock

  6. Bloomberg

  7. Boston Consulting Group

  8. Bridgewater Associates

  9. Centene

  10. Cisco Systems

  11. Cognizant

  12. Dentsu International

  13. Deutsche Bank

  14. EY

  15. Facebook

  16. Google

  17. H&M Group

  18. Henry Schein

  19. HP

  20. Infosys

  21. Ingka Group (IKEA)

  22. Jacobs Engineering Group

  23. Jefferson Health

  24. Johnson & Johnson

  25. Kaiser Permanente

  26. Kearney

  27. LinkedIn

  28. ManpowerGroup

  29. Mastercard

  30. Mayo Clinic

  31. McKinsey & Company

  32. Microsoft

  33. Nestlé

  34. PayPal

  35. PepsiCo

  36. Procter & Gamble

  37. PwC

  38. Salesforce

  39. SAP

  40. Standard Chartered Bank

  41. Tata Consultancy Services

  42. The Coca-Cola Company

  43. Depository Trust and Clearing (DTCC)

  44. Thermo Fisher Scientific

  45. Uber Technologies

  46. Unilever

  47. UPS

  48. Willis Towers Watson

Não precisa ser multinacional para fazer diferença e atacar as urgências do nosso país. Independente do porte da sua empresa ou da sua função, há sempre uma contribuição a dar para construir uma sociedade mais justa e igualitária!


Vamos trabalhar juntos para fazer essa lista crescer.



Sobre a autora:

Especializada em estratégias de comunicação para vencer desafios de negócios e de transformação, Marlene Oliveira integra a equipe do Gera Social como diretora, contribuindo para o direcionamento estratégico e posicionamento da empresa.


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