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A boa governança precisa ter conexão com os conceitos de meio ambiente e de responsabilidade social

Até então restrito aos ambientes corporativos e financeiros, o termo “governança” alcançou uma grande popularidade recentemente, impulsionado por desastres econômicos, financeiros e de meio ambiente que trouxeram o debate para a sociedade: qual é a importância da governança numa organização? Ela só diz respeito às empresas de capital aberto, ou seja, àquelas que possuem acionistas?

Governança corporativa é a forma como uma organização é governada e controlada: envolve processos, regras, regulamentos e leis que a tornam mais sólida, atraente e resistente a eventuais crises.


Um dos indicadores de uma boa governança é a “transparência” e a credibilidade nos números que ela apresenta. Ou seja, cada vez mais a sociedade se interessa pelos resultados das empresas, mas não estamos falando “apenas” dos resultados financeiros, mas também da forma pela qual esses resultados são alcançados.

Política de sustentabilidade tem a ver com Governança? Sim! Claro! Alguns acidentes ambientais recentes trouxeram à tona fragilidades nos processos de governança.

Políticas de responsabilidade Social entram em Governança? Sim! Relacionamento com comunidades, ambientes sadios e seguros de trabalho, política com fornecedores, empregabilidade...


Desse modo, surge o tripé das boas práticas: governança corporativa + responsabilidade ambiental + responsabilidade social, também conhecido como os critérios ESG ou ASG – Ambiental, Social e de Governança.


Como disse Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company (EUA): “Você não pode construir uma reputação baseado no que você ainda vai fazer”.

Com esse tripé, fica evidente que a valorização econômica não é mais o único ponto focal das empresas. A capacidade das organizações de traduzir em ações os anseios da sociedade civil valoriza a marca, atrai os melhores talentos e traz perenidade aos negócios.


Uma má governança ou a inexistência de processos, transparência e idoneidade na prestação de contas e de acompanhamento das atividades dos negócios pode trazer impactos – certamente negativos - não só para acionistas, mas para a sociedade como um todo.

A atual crise sanitária veio confirmar que empresas com práticas de governança associadas às práticas ambientais e sociais têm a capacidade não só de resistir, mas também de reforçar ativos intangíveis para a empresa como engajamento e mobilização de seus funcionários e reputação da sua imagem e marcas.

As crises, se não puderem ser evitadas, que sirvam para se buscar um ambiente corporativo consciente de suas responsabilidades ambiental, social e de governança.


Como disse Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company (EUA): “Você não pode construir uma reputação baseado no que você ainda vai fazer”.


Sobre o autor:


Luiz Carlos Barretti é um dos facilitadores do Gera Social. Advogado e economista, com especialização em Direito Tributário e Empresarial, ele começou sua carreira em uma das maiores empresas de auditorias do mundo e, nos últimos 20 anos, vem liderando a área jurídica e de compliance de empresas multinacionais e nacionais, de diferentes setores.

Luiz Barretti é também conselheiro de administração e vem implantando políticas de Governança Corporativa, fortalecendo a perenidade e resiliência de empresas e preparando-as aos diferentes desafios dos negócios. É associado e conselheiro formado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC.

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